Eu queria poder não sentir o que sinto toda vez que penso nisso. Meu coração despenca de uma altura infinita, se espatifa em mil pedaços toda vez que lembro das coisas que estão nesse caminho desde que você abriu a porta pra minha vida, minha face se retorce involuntariamente num semblante de dor toda vez que ouço o seu nome, que passo em frente ao seu serviço e lembro de cada coisa certa que se concentram nas suas características. É tudo tão certo e tão errado. Tão certo, que não tem nada eu veja no seu jeito que eu possa desgostar, no entanto suas atitudes são sempre tão empenhadas em me machucar... de onde veio isso?! Você olhou ao redor quando abriu a porta aquela pra minha estrada, deu alguns passos, foi em diante tão feliz, de repente, por uma razão que nunca compreenderei, percebeu que não queria estar ali, que nada ali te agradava. Fez o mesmo caminho de volta na mesma hora, sem pensar duas vezes, o que você trouxe...nem quis levar, tal era a urgência de partir dali. Eu te gritei, você não deu ouvidos, eu insisti, te mostrei que havia coisas suas ali, tinha a esperança que você voltasse, que repensasse... você nem virou o rosto pra mim, me deu uma resposta ríspida enquanto continuava sua caminhada em rompante...não pude fazer mais nada, você saiu e bateu a porta com vontade. Eu continuei com suas coisas, com o resto de um 'nós' meio torto que você não quis levar, queria tanto que você voltasse, tanto...até que um dia você abriu minha porta uma segunda vez, meu coração naqueles segundos longos, enquanto me perguntava o motivo, preferiu acreditar que seria algo bom e por mais estranho que fosse, seria o começo pra uma reconciliação. Não era. Você entrou pisou em tudo, praguejou aquela história com sua voz grave, destruiu aquelas coisas que havia deixado e saiu, bateu a porta com ainda mais força e a trancou com todas as trancas possíveis para nunca mais saber de mim e sobretudo, pra que eu nunca mais soubesse de você. Pensou bem... e o seu ódio por mim, ou sua falta de sentimento, ou a sua ideia de que eu sou uma idiota, sua ideia de que eu sou inconveniente, sua vontade de cortar qualquer vínculo acendeu um outro plano que te pareceu ainda mais eficaz. Eu tentaria te explicar aquilo que não posso contar, eu me defenderia, conversaria com você, poderíamos resolver isso melhor, agora, poderíamos com toda certeza, essa era a hora de resolver...Mas quando me dei conta,nem porta havia mais!
sexta-feira, 22 de março de 2013
"Sorry, we're closed"
Eu queria poder não sentir o que sinto toda vez que penso nisso. Meu coração despenca de uma altura infinita, se espatifa em mil pedaços toda vez que lembro das coisas que estão nesse caminho desde que você abriu a porta pra minha vida, minha face se retorce involuntariamente num semblante de dor toda vez que ouço o seu nome, que passo em frente ao seu serviço e lembro de cada coisa certa que se concentram nas suas características. É tudo tão certo e tão errado. Tão certo, que não tem nada eu veja no seu jeito que eu possa desgostar, no entanto suas atitudes são sempre tão empenhadas em me machucar... de onde veio isso?! Você olhou ao redor quando abriu a porta aquela pra minha estrada, deu alguns passos, foi em diante tão feliz, de repente, por uma razão que nunca compreenderei, percebeu que não queria estar ali, que nada ali te agradava. Fez o mesmo caminho de volta na mesma hora, sem pensar duas vezes, o que você trouxe...nem quis levar, tal era a urgência de partir dali. Eu te gritei, você não deu ouvidos, eu insisti, te mostrei que havia coisas suas ali, tinha a esperança que você voltasse, que repensasse... você nem virou o rosto pra mim, me deu uma resposta ríspida enquanto continuava sua caminhada em rompante...não pude fazer mais nada, você saiu e bateu a porta com vontade. Eu continuei com suas coisas, com o resto de um 'nós' meio torto que você não quis levar, queria tanto que você voltasse, tanto...até que um dia você abriu minha porta uma segunda vez, meu coração naqueles segundos longos, enquanto me perguntava o motivo, preferiu acreditar que seria algo bom e por mais estranho que fosse, seria o começo pra uma reconciliação. Não era. Você entrou pisou em tudo, praguejou aquela história com sua voz grave, destruiu aquelas coisas que havia deixado e saiu, bateu a porta com ainda mais força e a trancou com todas as trancas possíveis para nunca mais saber de mim e sobretudo, pra que eu nunca mais soubesse de você. Pensou bem... e o seu ódio por mim, ou sua falta de sentimento, ou a sua ideia de que eu sou uma idiota, sua ideia de que eu sou inconveniente, sua vontade de cortar qualquer vínculo acendeu um outro plano que te pareceu ainda mais eficaz. Eu tentaria te explicar aquilo que não posso contar, eu me defenderia, conversaria com você, poderíamos resolver isso melhor, agora, poderíamos com toda certeza, essa era a hora de resolver...Mas quando me dei conta,nem porta havia mais!
quarta-feira, 13 de março de 2013
num dia de sol...
Suas palavras perderam o sentido, perderam a beleza, a felicidade que trazia, no meio do caminho aquele dia, o tempo virou, bateu um vento qualquer que trouxe suas palavras distorcidas...Não era você, não podia ser! Suas palavras me atingiram, passaram por mim e me tombaram... permaneci ali caída, sem entender direito, tentando assimilar...no mesmo momento tudo foi se escurecendo em torno de mim, eu, que estava na praia, na sua praia, de frente pro mar que conhece seu corpo bem melhor do que jamais vou conhecer, no mar que estávamos um dia antes, sob o sol de uma manhã quase tarde que brilhava forte pra você também , em um lugar que não sei exatamente e provavelmente nunca saberei, mas que era próximo demais para as palavras que recebi. Olhei o mar e as suas palavras na minha mão, desejando tanto estar errada dessa vez,estar louca até... Olhei para aquele lugar que nos assistiu na véspera e quis perguntar se dava pra notar que aquilo ia acontecer, quis indagar se alguém que nos viu conseguiu enxergar que você faria isso. Por que não fui eu que desgostei de você ou que, na verdade nunca gostou? Por que não fui eu a dar o primeiro passo pra trás, podia ter achado que a gente não combinava, podia ter te achado feio, te achado metido, certinho demais, ter inventado quantas justificativas fosse necessário para interromper tudo no começo...por que não fui eu? Por que gostei tão fácil de você?. Devia não ter gostado logo naquele dia que nos vimos a primeira vez, pouparia várias lembranças. Minha imaginação do que seriam aqueles 5 dias se tornaram realidade virada ao avesso, saí da 'praia dos namorados' (uma ironia cruel), querendo ir embora de vez pra qualquer lugar que não houvesse existido esse momento nunca, nem em meu pior pesadelo.
sábado, 9 de março de 2013
raining inside
O choro não compensa mais, nada mudará, nada parará, não receberás um afago, um conforto, um abraço, não encontrarás um refúgio, a saída, a solução. De nada adianta chorar e esperar a resolução no choro, esperar que enfim haja trégua, não haverá! Nem receberás uma carícia, um único olhar, um alento, descanso... Mas, ainda assim se permita esvair de chorar, se permita chorar até que seque a tempestade da alma, a rua... e quando sorrir for possível, agradeça!
sexta-feira, 8 de março de 2013
and now...
As palavras foram roubadas de mim, meu coração fala comigo e eu tento não ouvir. Minha cabeça se tornou algo deserto, um terreno infértil pra cultivar as palavras do que estou sentindo.Não, no fundo,eu é que não quero falar disso, não quero desenvolver nenhuma frase que tenha a ver com isso, não quero me ver nessa historia de novo tantas vezes e escrever, falar disso de formas diferentes,de mais um fracasso meu, de algo que não é a felicidade, mas a felicidade que perdi. E não porque é mais um fracasso, mas porque foi você, eu vi tudo que eu queria quando conheci você, exatamente o que eu precisava e parecia ser muito mais do que eu merecia,você que eu apostei todas as minhas fichas e tinha orgulho de dizer. Você era a pessoa boa que havia me enxergado, e quando conheci você pensei que de fato a espera valia a pena, ainda que eu já nem acreditasse mais nisso. Você me enxergava minuciosamente, sempre tão interessado, tão envolvido no que dizia respeito a mim...quando eu te conheci, eu acreditei em mim eu quis tanto ser alguém melhor, pra que cada vez mais você gostasse de mim, e se orgulhasse de mim tanto quanto me orgulhava de você, apenas por ser quem era, por você ter me escolhido. Eu guardei minha efusividade toda quando você entrou na minha vida só pra garantir, deixando transparecer só uma parte de tudo de maravilhoso que eu sentia, mas abri os braços totalmente pra você, os braços e o coração...
Mas agora...agora tanto faz não é mesmo?! É o que qualquer pessoa me diria se eu abrisse a minha boca e soltasse minhas lamurias, até mesmo você diria. E quem diria, não é?!
Eu balbucio aqui dentro tantas vezes, quando me lembro, quando tenho algo que queria te contar,quando tenho vontade de rir das piadas que você faz, da sua metidez, do seu tom de voz grave e sóbrio que eu me apaixonei de cara... mas agora tanto faz. E então eu deixo pra lá, deixo meus olhos vagarem com a lembrança, dou um sorriso triste até as palavras sumirem de mim, pra não repetir tudo, pra não me ver parada no fim de uma historia que eu não queria estar... Mas ainda assim assim eu escrevo.
"Sometimes the hole you left hurts my heart
So bad it cuts through the deepest parts of me..."
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
"Na sentença do amor, não cabe recurso"
Nunca entendi as histórias de casais que se conhecem numa apresentação assim casual, talvez isso seja mais comum do que eu saiba, mas pra mim um sentimento, na maioria das vezes, nascia de vários anos de convívio, de um sentimento de amizade talvez... Mas aí eu conheci ele, sem dar muita importância e acabei gostando! As nossas conversas de fundo jurídico, dos termos em latim, o jeito todo certinho, tão lindo, tão responsável... quando nos vimos a primeira vez , o jeito que ele se lembrava de cada detalhe das nossas conversas -quantas mil mensagens tínhamos trocado até então- o jeito que ele me olhava...vi que isso era uma bobagem, minhas teorias estavam completamente equivocadas! Não nos conhecemos a tanto tempo,mas parece que estivemos, ambos, esperando um pelo outro, apesar das nossas diferenças, dos gostos em desacordo, você parece tão inteiro comigo, tão interessado...é tudo que eu sempre quis, o que eu precisava! Depois de tanto tempo eu me sinto esse tipo de felicidade novamente e pela primeira vez, eu sinto como se ele fosse a pessoa certa de verdade, isso até me assusta. Eu sei que não temos nada de oficial ainda, mas não me importo com isso, eu não quero antecipar nada, não quero perder nenhum segundo disso. E eu juro que vou cuidar tanto desse 'nós' que está nascendo, não vou deixar que nada atrapalhe isso... Nós não precisamos de um rótulo, não precisamos mostrar nada pra ninguém, na sentença do amor não cabe recurso mesmo e é isso que importa, o bem que fazemos um pro outro e só! Eu não tenho pressa alguma, só por isso que nós temos, só por ele ter entrado na minha vida eu já agradeço a Deus. E quero cuidar dele pra poder cuidar de mim, quero ser alguém melhor pra que ele não vá embora, ser o presente que ele foi pra mim!
...era cedo, agora é tarde pra dizer.
domingo, 30 de dezembro de 2012
2012, adeus
Me lembro com clareza a virada do ano passado pra esse, me lembro da agonia costumeira do final de ano por causa da faculdade, do fim do período, por causa do coração, de continuar no mesmo problema, de continuar sozinha com todas as questões pressionando os meus ombros, exaurida, exausta, frustrada, triste ao fim dos doze meses, desejando que ele acabasse mesmo e logo! A certeza de que começaria uma nova etapa era um alento, o final de um caderno, contado as páginas para poder fechá-lo enfim, e acreditando e desejando que todos os problemas daquele ano se findariam ali, me agarrando a esperança de que aquele ano seria uma nova oportunidade de tentar fazer dar certo, de começar com o pé direito, poder ganhar mais uma folha totalmente em branco, isso era o proximo ano para mim. Me lembro dos desejos que fiz naquela noite, me lembro que pedi a Deus que minha vida mudasse naquele ano que chegava, queria que TUDO mudasse completamente. E então, 2012 começa me dando um soco no estômago, chorei, sofri, tomei atitudes que nunca imaginei que conseguiria e mantive, ate hoje,foi penoso mas nunca, em nenhum momento questionei aqueles acontecimentos, nem me opus porque no fundo do meu coração eu tinha certeza de que aquilo era a resposta de Deus aos meus pedidos, o ônus ,para que em breve viesse o bônus, o 'em breve' demorou e por muitas vezes me perguntei até quando aquilo ainda se estenderia... a resposta veio no final. As coisas foram acontecendo pra mim, quanta coisa maravilhosa acorreu nesse ano, o estágio, o juri, a faculdade...achei que não fosse dar conta e agora o fim do ano eu olho tudo, tudo o que aconteceu e ainda não acredito como deu tão certo, as manobras de não pedir dispensa do juri mesmo tendo prova no dia seguinte, sem saber que horas terminaria, acabando por sair de lá as 8h da noite e ainda tentar estudar para o dia seguinte. Ainda não acredito no presente que novembro me trouxe, totalmente inesperado, minha cereja do bolo de 2012 (e como eu gosto de cereja). Fecho o caderno sorrindo, em êxtase, de alma lavada, feliz de coração inflado, realizada por ter visto todos os meus desejos se realizarem, um de cada vez e pela primeira vez não estou ávida pelo próximo ano, pelo contrário, sinto um frio na barriga e um certo medo, de que o novo ano não seja tão maravilhoso como esse que se despede, por isso esse texto é completamente dedicado a tudo de bom que aconteceu porque é preciso também comemorar o cumprimento da etapa,o que foi conseguido e por isso dentro do meu coração já solto fogos e agradeço desde antes, mas principalmente, faço o pedido para que 2013 me realize tanto quando esse.
terra seca
Eu vou deixar de cultivar esse amor, eu já deixei. E sei que sem te ver, sem te lembrar essa flor morrerá, aos poucos está morrendo dentro de mim. A terra secando, que eu não estou regando, vai se partindo, perdendo a força... e esse amor vai murchando, pétala por pétala a cada dia que vai passando assim e a gente vai acostumando, eu recusando de um lado, você fugindo do outro. E o vento soprando com o tempo que passa, vai levando tudo. Eu não cultivo mais, eu não jogo outras sementes, eu vou deixando morrer de propósito, até a raiz disso tudo, até eu revirar essa terra e não achar você, e não achar vestígios dessa flor, no nosso amor, que nós plantamos um dia sem querer.
Novembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
nosso primeiro término
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