Me lembro com clareza a virada do ano passado pra esse, me lembro da agonia costumeira do final de ano por causa da faculdade, do fim do período, por causa do coração, de continuar no mesmo problema, de continuar sozinha com todas as questões pressionando os meus ombros, exaurida, exausta, frustrada, triste ao fim dos doze meses, desejando que ele acabasse mesmo e logo! A certeza de que começaria uma nova etapa era um alento, o final de um caderno, contado as páginas para poder fechá-lo enfim, e acreditando e desejando que todos os problemas daquele ano se findariam ali, me agarrando a esperança de que aquele ano seria uma nova oportunidade de tentar fazer dar certo, de começar com o pé direito, poder ganhar mais uma folha totalmente em branco, isso era o proximo ano para mim. Me lembro dos desejos que fiz naquela noite, me lembro que pedi a Deus que minha vida mudasse naquele ano que chegava, queria que TUDO mudasse completamente. E então, 2012 começa me dando um soco no estômago, chorei, sofri, tomei atitudes que nunca imaginei que conseguiria e mantive, ate hoje,foi penoso mas nunca, em nenhum momento questionei aqueles acontecimentos, nem me opus porque no fundo do meu coração eu tinha certeza de que aquilo era a resposta de Deus aos meus pedidos, o ônus ,para que em breve viesse o bônus, o 'em breve' demorou e por muitas vezes me perguntei até quando aquilo ainda se estenderia... a resposta veio no final. As coisas foram acontecendo pra mim, quanta coisa maravilhosa acorreu nesse ano, o estágio, o juri, a faculdade...achei que não fosse dar conta e agora o fim do ano eu olho tudo, tudo o que aconteceu e ainda não acredito como deu tão certo, as manobras de não pedir dispensa do juri mesmo tendo prova no dia seguinte, sem saber que horas terminaria, acabando por sair de lá as 8h da noite e ainda tentar estudar para o dia seguinte. Ainda não acredito no presente que novembro me trouxe, totalmente inesperado, minha cereja do bolo de 2012 (e como eu gosto de cereja). Fecho o caderno sorrindo, em êxtase, de alma lavada, feliz de coração inflado, realizada por ter visto todos os meus desejos se realizarem, um de cada vez e pela primeira vez não estou ávida pelo próximo ano, pelo contrário, sinto um frio na barriga e um certo medo, de que o novo ano não seja tão maravilhoso como esse que se despede, por isso esse texto é completamente dedicado a tudo de bom que aconteceu porque é preciso também comemorar o cumprimento da etapa,o que foi conseguido e por isso dentro do meu coração já solto fogos e agradeço desde antes, mas principalmente, faço o pedido para que 2013 me realize tanto quando esse.
domingo, 30 de dezembro de 2012
2012, adeus
Me lembro com clareza a virada do ano passado pra esse, me lembro da agonia costumeira do final de ano por causa da faculdade, do fim do período, por causa do coração, de continuar no mesmo problema, de continuar sozinha com todas as questões pressionando os meus ombros, exaurida, exausta, frustrada, triste ao fim dos doze meses, desejando que ele acabasse mesmo e logo! A certeza de que começaria uma nova etapa era um alento, o final de um caderno, contado as páginas para poder fechá-lo enfim, e acreditando e desejando que todos os problemas daquele ano se findariam ali, me agarrando a esperança de que aquele ano seria uma nova oportunidade de tentar fazer dar certo, de começar com o pé direito, poder ganhar mais uma folha totalmente em branco, isso era o proximo ano para mim. Me lembro dos desejos que fiz naquela noite, me lembro que pedi a Deus que minha vida mudasse naquele ano que chegava, queria que TUDO mudasse completamente. E então, 2012 começa me dando um soco no estômago, chorei, sofri, tomei atitudes que nunca imaginei que conseguiria e mantive, ate hoje,foi penoso mas nunca, em nenhum momento questionei aqueles acontecimentos, nem me opus porque no fundo do meu coração eu tinha certeza de que aquilo era a resposta de Deus aos meus pedidos, o ônus ,para que em breve viesse o bônus, o 'em breve' demorou e por muitas vezes me perguntei até quando aquilo ainda se estenderia... a resposta veio no final. As coisas foram acontecendo pra mim, quanta coisa maravilhosa acorreu nesse ano, o estágio, o juri, a faculdade...achei que não fosse dar conta e agora o fim do ano eu olho tudo, tudo o que aconteceu e ainda não acredito como deu tão certo, as manobras de não pedir dispensa do juri mesmo tendo prova no dia seguinte, sem saber que horas terminaria, acabando por sair de lá as 8h da noite e ainda tentar estudar para o dia seguinte. Ainda não acredito no presente que novembro me trouxe, totalmente inesperado, minha cereja do bolo de 2012 (e como eu gosto de cereja). Fecho o caderno sorrindo, em êxtase, de alma lavada, feliz de coração inflado, realizada por ter visto todos os meus desejos se realizarem, um de cada vez e pela primeira vez não estou ávida pelo próximo ano, pelo contrário, sinto um frio na barriga e um certo medo, de que o novo ano não seja tão maravilhoso como esse que se despede, por isso esse texto é completamente dedicado a tudo de bom que aconteceu porque é preciso também comemorar o cumprimento da etapa,o que foi conseguido e por isso dentro do meu coração já solto fogos e agradeço desde antes, mas principalmente, faço o pedido para que 2013 me realize tanto quando esse.
terra seca
Eu vou deixar de cultivar esse amor, eu já deixei. E sei que sem te ver, sem te lembrar essa flor morrerá, aos poucos está morrendo dentro de mim. A terra secando, que eu não estou regando, vai se partindo, perdendo a força... e esse amor vai murchando, pétala por pétala a cada dia que vai passando assim e a gente vai acostumando, eu recusando de um lado, você fugindo do outro. E o vento soprando com o tempo que passa, vai levando tudo. Eu não cultivo mais, eu não jogo outras sementes, eu vou deixando morrer de propósito, até a raiz disso tudo, até eu revirar essa terra e não achar você, e não achar vestígios dessa flor, no nosso amor, que nós plantamos um dia sem querer.
Novembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
nosso primeiro término
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
pra sempre, te amo
Hoje, há exatos 10 anos, vi minha mãe pela última vez. Ela completaria hoje 49 anos. Fomos visitá-la no hospital onde estava internada a bastante tempo, exibia uma fragilidade, uma apatia triste no rosto que doía em mim. E ela só tinha 39 anos! Com o tempo, quando a partida de alguém que amamos vem aos poucos, criamos várias formas de explicar e convencer a nós mesmos que foi melhor assim, que já era suficiente toda a dor que uma doença causou, e de fato foi. Mas a verdade é que essa perda, vive conosco, carregamos isso dentro do coração, dentro da nossa casa, em nossa vida, esse buraco de saudade e de falta que habita, camufladamente,nossos dias. E é tão injusto, porque vezes por outra, nos deparamos com uma rua sem saída, alguma coisa que simplesmente não podemos fazer sendo só nos três, sempre há alguma coisa que essa falta dela nos deixa num beco sem saída, que realmente não há o que fazer, porque a nossa vida a dez anos é assim, há dez anos nossa vida mudou, somos nós três desde então deparando vezes ou outras com esse muro gigante que não podemos atravessar, tendo que tentar compreender esse fato de novo, fazendo a volta e procurando outro caminho. Isso afeta nós três, sem exceção, não podemos culpar ninguém, olhamos um pro outro e ouvimos meu pai dizer 'Nossa vida é essa...'. E essa é a pior dor, eu sofro por mim, sofro pelo meu pai sem ela, sem essa companhia, sofro pelo meu irmão, que teve ainda menos dela e estamos todos amarrados nessa saudade, nessa especulação sem fim, de tentar visualizar a nossa vida, o presente, nosso dia hoje, se ela estivesse aqui. Nem chegamos a brigar na minha adolescência e me lembrei dessa amizade que sempre a ouvi falar, e só consigo pensar que cada dia preciso mais dela. Parabéns Mãe, onde você estiver, terá sempre meu orgulho e meu amor, infinitos.
De uma coisa tenho certeza, estaríamos felizes hoje!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
into my trap
Duas pessoas tão próximas e ao mesmo tempo em um clima tão hostil. Em silêncio. Ruminando tantas e tantas coisas não ditas, partilhando apenas o mesmo gosto da mágoa.
E esses dias me lembrei de cinco meses atrás, num momento bem corriqueiro que era pra eu estar distraída com qualquer outra coisa que não isso... me lembrei de mim, chegando com o pavê na mão, quase tropeçando no meu nervosismo, parando bem ao seu lado e fazendo questão de não falar com você. Me lembrei de mim falando com todo mundo, estampando um sorriso no rosto tão fajuto que só transparecia mais o meu pesar. Eu não olhei pra você, estive a ponto de esbarrar em você de tão perto que estive, coloquei o pavê na sua frente e fingi que sua cadeira estava vazia...e então me sentei,ou melhor, desmoronei, no mesmo momento que o fiz, deixei transparecer a mágoa que sentia, como se ter fingido apenas naqueles instantes pra você tivesse exigido muito de mim, quando me sentei então, suspirei e pude te olhar sem que visse que eu o fazia e não me importei que as pessoas percebessem. Você estava chateado, com certeza irritado, mas acho que também sentiu mágoa, o mesmo gosto do sentimento que eu senti enquanto te olhava. Estava inquieto, olhando pro nada lá fora e mesmo sem estar olhando pro seu rosto, posso ver perfeitamente a expressão que exibia. Foi ridículo, eu sei. Foi ridículo da minha parte, ter feito aquilo e ter falado da gente ali,quando as pessoas me repreendiam pela minha atitude sem entender muito bem o por que daquilo, de tanto. Pra mim era tanto, o estado que me sentia, por baixo de todo aquele orgulho, ninguém pode imaginar, depois do mal entendido que houve, sem saber ao certo o que esperar do momento em que nos encontraríamos de novo, imaginando encontrar uma ocasião que me testaria,que exigiria uma frieza sobrenatural que sei que não teria, logo assim tão recente... Estava tudo em falso por dentro,tudo dolorido, fora do lugar, destroçado... pensei na nossa antiga amizade que já não era como antes, pensei em todas as vezes que fiquei a espera de uma retribuição e não tive e conclui então, que o simples fato de nos falarmos era completamente desnecessário e até mesmo, que tornaria aquilo ainda mais difícil pra mim. Reuní o meu orgulho e o meu ressentimento ,toda aquela tristeza e resolvi nem olhar na sua cara. Pode ter sido imaturo e egoísta da minha parte,olhando isoladamente, foi sim, mas sei que você nunca pensou realmente em como me senti e nem poderia. Você gosta de dizer que já estivemos na situação contrária e que mesmo assim você nunca fez o que eu fiz, porém esqueceu de colocar nessa balança a diferença dos nossos sentimentos. E acho que isso explicaria muita coisa, de como eu me senti, sei que o seu orgulho e seu ego só cultivam uma raiva aí dentro por mim, principalmente quando lembra daquele dia, mas talvez um dia você seja capaz de enxergar as coisas como eu vi, sobretudo, como eu senti. De qualquer forma, também, tudo já foi feito e não sei se ainda consigo fazer o que já fiz tantas vezes, não sei se consigo ou devo voltar atrás, durmo e acordo me perguntando isso mas acho que a essa altura tenho que levar isso adiante, preciso seguir em frente com isso até esquecer de tudo! Foi isso que pensei quando não falei com você naquele dia, a atitude de não falar era apenas um incentivo a mim mesma, era como o primeiro passo, uma expectativa que eu mesma criei em mim para me fazer acreditar que dali em diante tudo seria diferente, porque eu havia te tirado completamente da minha vida,eu havia tomado uma atitude e a partir de então eu teria paz, conseguiria viver bem e aos poucos sua imagem se apagaria da minha memória. Deu certo um tempo, depois porém, as coisas prosseguiram como antes, mesmo sem suas fotografias espalhadas pelas minhas coisas, mesmo sem saber da sua vida...as coisas continuam iguais, talvez piores, com as lembranças da nossa amizade, da proximidade em contradição sem fim com o temos hoje e não sei se o que dói mais é lembrar do passado, ou olhar pro hoje, é sempre de lá que surgem as minhas lembranças mais dolorosamente boas indo ate os nossos beijos no seu carro, os 'nao me esquece' e 'eu te amo' ditos no meio disso, que pra sempre vão ficar sem uma explicação certa do que você queria dizer exatamente, e vão guardar pra sempre esse infinito de esperança que está ficando la atrás, naqueles dias. Os meses passam e então eu escrevo sobre nós de novo, nas minhas melhores palavras e expressões, reorganizo a pasta com as nossas fotos,choro e sorrio olhando todas uma por uma, me lembrando de tudo e de repente percebo que nada adiantou. Ouço todo mundo dizer que é pra eu parar com isso, para parar de pensar nisso...e não sei como faço isso, só sei que preciso fazer, de algum jeito. Eu me sinto cada vez mais idiota com cada texto igual que escrevo, me sinto uma idiota porque sei que você esta bem, que está feliz e porque já se passou muuuito tempo, muito tempo daquela época em que eramos próximos e enquanto eu não tenho mais convivência nenhuma com você, tem alguem que esta do seu lado vivendo algo que eu nunca fui capaz de viver e então eu percebo que daqui a pouco o ano vai chegar ao fim e só consigo pensar que não quero estar desse mesmo jeito. No fundo a maior prejudicada fui eu, acabando por cair em uma armadilha que eu mesma criei...pra mim!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
four months
Tem dias que eu acordo, sentindo falta de você, como se acordasse num quarto vazio de repente, e com o dia passando vou tentando fazer o que devo fazer sem me dispersar, quando percebo, estou inundada de uma falta que vem involuntária e então eu choro sem conseguir parar, olho pra trás tentando me certificar de que foi mesmo aquilo tudo, que foi recíproco, que era tanto, tantas coisas, tantos dias pra hoje não lembrar. E são sim, quatro anos, de dias seguidos, tardes e noites, os primeiros raios da manhã ou os primeiros pingos quando chovia...e nós, nos meus piores dias, na sua melhor época, sendo um pro outro um pedaço enorme dessa melhor parte que um dia nos lembraríamos, sem saber quão longe estaríamos nessa hora, e quão ruim seria quando lembrássemos. Quatro meses se passaram e o quarto vazio sou eu, porque você não voltou e não levou com você quem era comigo, quem eramos nós sem separação, quem fomos na cumplicidade da nossa amizade nas lembranças que de fato existem, nos risos que demos, por causa do outro e os abraços macios ou leves ou apertados, desesperados, de todos os tipos de entrega que já foi abrigo para se afundar. E quanto mais fundo eu volto nessa história,mais eu choro os quatro anos inteiros que estão se desfazendo assim. O que está vazio sou eu agora e só compartilho o orgulho com você, só tenho a saudade e nada. Mas quem sabe então, na próxima vez em que a vida nos fizer cruzar o caminho um do outro em rompante nos fazendo hesitar, você me olhe com os olhos de antes e enxergue o vazio que carrego, o tamanho do espaço que deixou em mim.
"the space between us
starts to feel like we're worlds apart"
sexta-feira, 6 de julho de 2012
passing days
Esses dias esqueci o seu número, tentei lembrar mas só me veio a cabeça aquele antigo, fiquei meio frustrada mas não olhei na agenda para lembrar, por fim aceitei que fosse normal que isso acontecesse e pensei que isso poderia vir a acontecer progressivamente com as demais coisas que envolvem você. Pode ser que eu esqueça qual é o carro do seu pai, depois, quem são seus irmãos, pode ser que depois eu esqueça onde você mora, esqueça tudo de antes, da felicidade que já senti com você, do seu ciúme engraçado,da nossa amizade... pode ser que eu me esqueça do som da sua voz, do seu sorriso e dos seus olhos miúdos. E que, dias mais tarde eu esqueça qual é seu sobrenome e a data do seu aniversário,e a data do nosso aniversário de amizade que passou em branco esse ano. E depois, pode ser que eu me esqueça da sua idade, do cheiro do seu perfume e dos outros perfumes que já usou, que eu esqueça da sua risada, até mesmo do seu beijo, do seu rosto... até não me lembrar de você.
"Quero que você viva sem mim
eu vou conseguir também..."
quinta-feira, 28 de junho de 2012
contraste triste
Quando eu descia correndo pro intervalo, quase literalmente, era para encontrar a cena da qual me lembro agora, Ele e uma amiga nossa, conversando, parados logo na saída da escada, o boné cinza parra trás, as vezes o branco, a camisa do uniforme, a calça clara, as vezes, bem raramente, usava uma mais escura. Em uma mão um pacote de biscoito passatempo que ele jogava inteiro na boca, na outra o guaravita, num clima calmo que só existe nas situações habituais, aquelas que não são possíveis de se perder como quem perde uma chave, que não se perderia, nós prometemos... onde ele estava sabia que eu estaria, com quem mais que fosse, mas sempre nós dois. Sinto saudade das vezes que ele ficava de cara virada pra mim quase o dia todo só porque não tinha ido falar com ele quando cheguei...Então, olho pro meu mural de fotos no costume de encontrar os traços dele, nos tantos rostos dele espalhados, preenchendo meus momentos felizes registrado nas fotografias. E quando não as encontro a realidade me tromba.
Enquanto não aparecer alguém que cause em mim o que ele causa, eu sempre vou estar procurando por ele na minha vida e me consolando com as lembranças... eu poderia ter me lembrado de qualquer outra situação menos antiga, mas talvez essa seja a que mais se contrasta com o que temos hoje.
Assinar:
Postagens (Atom)