terça-feira, 29 de abril de 2014

you know, that I'm no good

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Eu esqueci de te contar desse meu problema... esqueci de te explicar o que me retrai, o que retesa o meu rosto, o que me deixa acoada. Esqueci de te dizer que quando eu sinto essas pequenas mudanças, eu mudo na antecipação pra tentar me proteger, e proteger o que temos, e isso me magoa, me fecha. Cada vez que vejo as diferenças no jeito que está agindo comigo agora, passam milhares de coisas na minha cabeça. Eu penso que errei, eu tenho certeza que errei e tento mudar, tento parecer indiferente e de repente eu sumo por um tempo pequeno e me torno amarga.
Aí eu sinto saudade, eu sinto uma tristeza no fundo, que vai levando meu riso aos poucos e então eu tento voltar. Uma hora ou outra dá certo, a gente brinca, se irrita um pouquinho mas depois ri... mas uma sombra paira sobre mim, e eu sinto que nos afastamos demais, parece que mudamos demais, rápido demais. E me perece que já não consigo ser como era...
Parece que nossa amizade se quebrou antes mesmo de trincar. Eu queria voltar, EU QUERO! Mas eu sinto um fiapo de aspereza no final das nossas conversas agora, das coisas que você diz, e desde que senti isso a primeira vez tenho tido medo, como se estivéssemos andando sobre o gelo que começa a se partir aos poucos... EU quis fingir que não ligava, eu quis correr pra não afundar mais uma vez, não com você! Pra que não nos tornássemos mais uma história de erros, do tipo das que te contei.
Esqueci de te explicar o quanto isso me assombra, eu paralisei, nem olhei na sua cara, "meti os pés pelas mãos", mas estou em pânico outra vez... Ajo assim quando sinto que estou perdendo alguém que eu gosto.Talvez seja tarde demais...Eu acho que foi cedo!

sábado, 8 de março de 2014

today

Facebook



Acordei fora do prumo, num desses dias em que tudo sai do eixo, quando aquilo no qual  já se está acostumada te causa estranheza, como a minha solidão.  É tudo uma gritaria de silêncios em torno de mim, minha própria companhia não me basta, esse 'precisar de alguém'  reclama, essa falta, esse vazio me importuna. O telefone toca em silencio várias vezes por dia, eu olho de minuto em minuto como quem espera noticias...de quem? Estou sentada sozinha, desse jeito que costumo ficar bem, comigo mesma, mas não hoje! Me viro pro nada e sinto o vazio tão presente, que olho em seus olhos sem rosto e suspiro... eu sinto esse deserto sem fim sentar ao meu lado, soprar em meu ouvido que estou sozinha, estou sozinha, estou sozinha! Estou esperando uma ligação, um afago, um beijo no lábio, estou de braços abertos pro vento, pra um ninguém. Você me pergunta se eu temo que isso seja pra sempre, descreditado e eu te respondo que com certeza sim, mas você afirma,incontroverso que isso não vai me acontecer...claro que não e eu não sei se acredito. Não sei se suporto mais a mim mesma, preciso que alguém bagunce tudo aqui, alguém que tenha tempo pra mim e no meio da correria me faça parar, preciso desse tipo de fôlego,ou alguém que me deixe sem ele, preciso desse calor de abraço, esse cheiro de roupa lavada a me amarrar. Alguém que não me deixe afogar, na própria intensidade.
"A mesa reúne
um copo, uma faca,
e a cama devora
tua solidão."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

just almost friends

dark vintage  | via Tumblr


Conviver com você diariamente é um afago no riso, andar na beira do precipício, são cócegas do vento e um puxão de cabelo. Não chega a ser um sentimento, é o que me faz sentir.. É uma leveza, uma companhia, é esse flerte de leve, os olhares e risadas. É uma brincadeira, porque é de mentira. Gosto de estarmos perto, gosto quando nossos horários coincidem proporcionando esses encontros não marcados. Não é obsessão, nem paixonite, nem apego, é só um bem estar, um morde e assopra constante, só instigação. Quando você demora a chegar, algo parece estranho ao meu redor e só depois eu entendo... Aí, te dou bom dia, mas quando você me responde eu digo que falei com outra pessoa só pra rir da sua cara e tudo começa. Estamos rindo juntos um do outro. As vezes estou  irritada por algum motivo e seu sorriso de compreensão me aborda... as vezes um risinho de quem se diverte com meus chiliques se escancara só pra me ver mais irritada, mas eu acabo rindo com você e rindo de mim mesma... Ou até mesmo quando me atrapalho, encontro sempre sua expressão de curiosidade e gozação a me observar. Mas eu gosto! Gosto quando estou totalmente distraída e sinto algo que você jogou em mim e olho pra sua cara mais cínica do mundo me encarando, sorrindo, triunfante e é essa coisa boa de você que me reverbera em mim., é isso que eu mais adoro! Nós somos quase amigos e somos cúmplices... Eu sigo meu script danificado outra vez, pinto meus olhos pra te ver melhor e no fundo sinto que estou andando do lado errado de novo, mas depois de tanto errar já se sabe exatamente o que  é fugaz e...tanto faz.

domingo, 19 de janeiro de 2014

my beautiful bastard


Eu fico ali no meu lugar, em silencio te observando, o movimento das suas mãos de homem... Fui fazendo isso tantas vezes sem perceber a fissura, sem perceber que quando chegava em casa, trazia um pouco de você comigo, quando me pegava lembrando dos seus gestos e falas, as vezes com raiva, as vezes admiração... E eu queria juntar algumas coisas para conversar quando estamos só nós dois, mas você me deixa tao nervosa que não consigo pensar em nada direito. E enquanto te observo, eu só consigo pensar que eu adoro esse seu jeito serio, de fingir ser bravo, dos seu sorrisos retidos, reservados a poucos. Gosto da sua carranca naturalmente seria. Mas também gosto de quando você xinga nas suas conversas de homem, em que tento ser totalmente invisível pra que você continue, de quando esta descontraído, dos seus olhares expressivos pra mim,  de quando da um riso solto de alguma piada minha, e de te ver fora desse lugar de sempre falando de assuntos comuns e descontraídos. Gosto de quando você é cavalheiro, quando segura a porta aberta esperando que eu passe, quando me ensina qualquer coisa falando baixo, paciente e feliz, gosto desse seu charme simplório, de quem é charmoso sem se dar conta, que chega a ser bonito. Da sua naturalidade de usar as palavras certas. Gosto dos seus sinais de posse de brincadeira, de quando me olha, de quando esta lendo compenetrado apoiado nas mãos, esbanjando um charme sem nem perceber. Gosto quando brinca comigo ou quando me protege, gosto das músicas que toca no seu carro, de quando implica comigo, como naquele dia em que abri a porta da sala de audiência  em rompante acertando suas costas sem querer e você disse 'tinha que ser você', discretamente. Eu sempre tive um pé atrás contigo, sempre te achei tão serio, passando por aí alinhado, com o mesmo semblante retesado, a mesma expressão de poucos amigos, de gente que rosna; e muitas vezes você é assim, de dar raiva, tantas vezes foi  estúpido sem necessidade, algo que, com o tempo, percebi ser inerente a você, uma característica...ruim, mas sua. Agora, que se passaram tantos meses eu percebo que no fundo você não é tanto como eu pensava, que sua braveza é na maior parte proposital, é sua mascara cotiada a quem te olha de longe e que de perto é uma pessoa agradável, com uma porcentagem estúpida que vai sem querer. E eu gosto de você, e até  sinto um gostar recíproco, ainda que com toda a implicância, que também é coisa sua.
E eu só estou falando disso porque esses dias me dei conta que vou sentir sua falta, principalmente dessas coisas boas, da vez que saímos pra tomar um chopp e você estava tão diferente...vou sentir falta das vezes que você me olha e parece ter a mesma idade que eu, vou sentir falta do seu ritual de chegada, tirando as coisas do bolso e dobrando as mangas da camisa até os cotovelos, de te ver sempre. Você bem que podia só mudar de andar...



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Annoying...

sex on fire


Tem um motivo, que busca meu riso do escuro de mim, resgata uma luz, um filete que resta e estampa o meu rosto. Meu riso... um sorriso involuntário sobe à superfície de mim e chega a ser irritante, de tão involuntário que é, só olhar pra você. Não conto pra ninguém, porque eu sei tão bem quanto você, que nós não daremos nem um passo a mais, não nos aventuraremos nesse fogo de palha, que mais é uma teimosia do que qualquer outra coisa, essa impertinencia de nós, de irritar o outro pra poder sorrir. E por causa disso eu já não sou aquela pessoa avulsa, dona do meu próprio riso, que era uma opção melhor do que sentir essa vulnerabilidade se aproximar de mim de novo, de correr o risco de voltar a me martirizar com  aqueles  pensamentos dolorosos que estou fingindo não ver. Porque no fundo eu nem quero você! Você tem todas as (des)qualidades de que um dia tanto falei, um roteiro a não ser seguido, você é uma perfeita reunião de todas as coisas que eu não procuro em alguém, em tantos aspectos. E isso vai ficando pior, porque ODEIO perceber que já não sou indiferente a alguns olhares e sorrisos, e pretextos pra que nossas mãos se esbarrem ou fiquemos bem próximos um do outro. Eu levo a provocação a diante e depois de alguns sorrisos roubados já não quero que você saia de perto de mim.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

e eu queria que você soubesse...

21 days | via Tumblr



Tem dias que sinto tanta saudade sua, uma saudade que quase me sufoca e hoje foi um desses dias. Conheci sua mãe, ela apareceu na minha frente como uma porta se abrindo pro meu passado com você. Depois de tanto tempo... Parece que ela ainda se lembra de mim, por causa das nossas fotos. Isso me fez querer voltar, despertou em mim, uma nostalgia das fotos que sua mãe falou, as fotos que eu te dei, da nossa época da escola, as coisas que te escrevi. Eu sinto falta de você, do cheiro do seu abraço,das suas roupas, da nossa intimidade, sinto falta de te ver todo dia, de encontrar você a tarde na escola, das nossas conversas fáceis, do duplo sentido nas coisas que falávamos cheio de olhares significantes, daquela coisa indefinida que fomos, daquele amor que me preenchia, de um jeito ou de outro. Cheguei em casa nesse dia com vontade de sentir um pouco de nós dois, de ouvir aquela musica velha que ouvia no intervalo enquanto olhava você jogar, para voltar àqueles momento de novo e me deu até vontade de chorar... Eu queria ter falado tanta coisa com sua mãe, quis tanto te mandar um beijo com teimosia e ignorar o fato de estarmos há mais de um ano brigados...mas hesitei e não falei, e muito mais coisas ficaram por falar, muito mais coisas ficaram no ar na hora que ela foi embora e me deixou ali com tantas suposições que nunca poderei responder, com tudo que não poderei te dizer, nem te perguntar. E eu queria ter a oportunidade de te ver de novo como antes, de terminar a noite com uma daquelas conversas que você se abre e fala um monte de coisas que nunca me contou. Se você algum dia foi mesmo apaixonado por mim, por algum motivo escolheu não me escolher, algum motivo que também deveria lhe render algumas boas suposições quando sua mãe te contasse que nos encontramos. Você não podia decidir isso por nós, não podia decidir isso por mim! Por isso também, você é tão egoísta quanto eu, e  isso explica o por que de estarmos assim.
Eu sinto essa falta no fundo de mim, essa falta que já é parte disso que eu vivo, que eu convivo harmonicamente, mas que sempre vai ser um caminho profundo em direção a alguém que eu já fui, um caminho para encontrar nós dois anos atrás, e eu só queria que você soubesse...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

daydream

Symmetric Base | via Tumblr


Quero essa vida de domingo o ano inteiro. Essa vida que tem cara de final da vida de alguém que já batalhou  bastante e agora usufrui, vida de aposentado novo, que tem um apartamento em Florença, desses sem luxo, com livros e uma escrivaninha em baixo da janela pra escrever sem compromisso sobre tudo a todo tempo, pra falar da beleza e ter a vista da janela como inspiração. Uma vida de apreciar cada esquina, de morar num lugar bonito  por mérito, no frio constante que chega a ser um tanto melancólico e de falar do amor que se lê. Eu vou sair desse lugar, e vou me mudar pra lá de vez, vou morar numa quitinete europeia de tijolinhos, com flores cor de lilás na janela, com uma cama de casal só pra mim e os pregos que eu pregar. Vou pra lá de vez, beber café e vinho o dia todo, pintar tudo de branco, comprar um tapete colorido, grande, só pra mim, vou ter meu canto, sentir frio o ano todo como eu sempre quis.
Porque é o que eu sempre digo: se o lugar é calmo, tem que ser bonito pra eu gostar. Itália querida!

domingo, 30 de junho de 2013

e ontem; e sempre

One Day (2011) Quote (About alone, lonely)


Te escrever algo, depois de um ano sem nenhum contato, foi o mais próximo que já estivemos nesse tempo, embora você não tenha respondido eu sei que leu. Cá estou eu escrevendo sobre isso, pela milésima vez... Acho que minhas palavras se acostumaram a fluir quando o assunto somos eu e você. Isso não é uma recaída, não estou regressando nem nada, justamente o oposto, estou dando continuidade, apenas hoje me sinto inteira o bastante para voltar ao assunto, para dar prosseguimento a essa história. Tanto tempo passou, tanta coisa passou...e eu queria que essa fosse mais uma das nossas reconciliações, queria saber de você, saber quem você é hoje, queria saber se você ainda se lembra daquelas coisas nossas, se sobrou um pouco daquele alguém que eu conheci tantos anos atrás, queria saber como vai a sua vida hoje e te contar da minha. Eu entendo o seu orgulho, eu já o conheço há tempo, mas queria que pudéssemos  passar por cima disso com a leveza que um dia já tivemos, queria que você não tivesse mudado seu caminho por minha causa tantas vezes, pra que nos permitisse simplesmente fazer as pases em silêncio como antes, entre olhares e conversas atravessadas, e sorrisos meio presos como no passado. Pode ser que eu tenha jogado nossa amizade ao vento, eu deixei de lutar por ela e eu era o porto dessa história, você um nômade, chegando e saindo sempre, até que um dia eu entendi que precisava deixar de ser o ponto fixo e ir embora...depois disso nunca mais nos encontramos. E se hoje você achar que é tarde pra uma reconciliação, eu terei que aceitar. Mas essa cidade e todos esses caminhos ainda nos envolve de alguma forma, e pode ser que seja você, 20 anos mais tarde, pagando a conta no restaurante que almoço aos domingos e pode ser que você passe por mim na fila e me encare sem querer, se perguntando se sou mesmo eu essa pessoa, ajustando sua lembrança as diferenças que os anos me proporcionou... e pode ser que, depois de 20 anos você seja tomado por uma nostalgia de muito, muito tempo atrás nesse instante e então me sorria.

"Que nunca nos esqueçamos um do outro se algum dia nos afastarmos...porque qualquer tempo nunca vai ser suficiente pra apagar o carinho que tenho por você! Esse é o motivo de falar tudo isso incessantemente,pra você nunca esquecer,se por algum motivo eu não mais vier a te lembrar que eu te amo. Guarde ai dentro que eu te amei com todo o meu coração um dia e nunca tive tanta certeza! Jamais,jamais duvide disso!"