segunda-feira, 14 de maio de 2012

memórias que o tempo não passa!

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Eu me entristeço por aquela ser a ultima lembrança de nós, dentre as tantas que temos acabamos por nos findar nessa, eu e ele ali tão próximos enquanto eu me negava enfaticamente aos pedidos de uma reconciliação que partisse de mim, como sempre, olhava pra ele ali, aério, quieto, pensativo olhando pro nada na direção oposta e, morrendo de raiva e tristeza eu me perguntava... porque nós permitimos que essa distância permanecesse no meio de nós, mesmo quando estamos assim tão perto um do outro, por que ele deixou que eu me afastasse a esse ponto, por que não tentou me impedir de silenciar meus ímpetos, meus desejos por ele ou até mesmo meus sentimentos mais jenuinos de afeto antes que chegássemos a esse ponto? Exatamente esse, em que nos mantemos, calados um com outro, degustando em silêncio o sabor do que propriamente nos impede de falar, de nos reaproximar. Cada um em seu lugar, mantendo a distancia segura um do outro, partilhando dos mesmos sentimentos de orgulho, tristeza e raiva. Por que ele permitiu que eu me calasse, e me cercasse dessa cautela excessiva, que mais é uma luta entre o desejo e o medo de prosseguir nesse caminho. Eu precisava que ele uma vez na vida tomasse uma decisão por nós dois, queria que ele impusesse pelo menos uma vez alguma vontade, que tomasse uma atitude ou até mesmo que brigasse comigo, por nós! Eu queria que ele fosse menos pacífico, se fosse preciso, mas que viesse até mim e dissesse que não gosta disso,de como estamos... Eu falei tantas vezes, por fim fui me calando aos poucos e ele nem percebeu, não até esse dia, apenas porque ele permitiu isso, porque ele nunca se opôs a minha falta. Infelizmente a gota d'água foi naquele momento, mas as coisas não estão assim por causa de um fato excluído,mas uma serie de pequenas coisas. E eu ainda hoje me pergunto, por que?  E o tempo corre demais, o tempo voa... não perdoa nada, não nos espera, não espera para que resolvamos nada, ele simplesmente passa e passa agora!

terça-feira, 24 de abril de 2012

At last...

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"E que qualquer coisa que possa pesar sobre voce ou sobre mim possamos sempre partilhar com o outro,e quando começarmos uma briga e eu sair do msn,voce me mande uma msg dizendo que me ama ou vice versa! Que nunca nos esqueçamos um do outro se algum dia nos afastarmos...porque qualquer tempo nunca vai ser suficiente pra apagar o carinho que tenho por voce! Esse é o motivo de falar tudo isso incessantemente,pra voce nunca esquecer,se por algum motivo eu não mais vier a te lembrar que eu te amo. Guarde ai dentro que eu te amei com todo o meu coração um dia e nunca tive tanta certeza! Jamais,jamais duvide disso!"

Eu nunca imaginei que as coisas fossem chegar ao ponto que chegaram,mas talvez se eu imaginasse eu não teria conseguido escrever isso a um ano atrás de uma forma tão adequada. Me vejo no mesmo lugar que ele,sem trocar palavra alguma, sem cruzar um único olhar. Por várias vezes eu olhava pra ele ali sentado em silêncio, tão perto de mim e ao mesmo tempo parecia tão longe,tão inalcançável... eu sentia um aperto no coração, em perceber que diferente das outras vezes,talvez agora esse clima hostil se prolongue por todo o tempo em que ainda nos lembrarmos um do outro, sem nunca mais nos olharmos no olho,sem uma última reconciliação,sem abraço...Acho já nos desconhecemos... E ainda olhando pra ele, sentia raiva e uma tristeza maior, eu vi tudo,todos os sorrisos, os abraços longos quando nos víamos,as reconciliações...tudo, tudo, passando na minha cabeça,desde a primeira vez que nos falamos,quando nos conhecemos a tanto tempo atrás, tudo aquilo que já fomos um pro outro, os reencontros, as conversas, tudo que não temos mais...E quem somos assim? Sem vínculo nenhum,sem futuro,com esse presente vazio, sem uma previsão de regresso, apenas a certeza de que as coisas vão continuar assim e só. É como se eu deixasse de ser um pouco quem eu sou,por faltar ele em algum lugar. Estamos mantendo nossos caminhos distantes pra sempre, nos atentando em cada passo para que eles não se aproximem mais, nunca mais, exigindo da vida que passe uma borracha sobre tudo. Que grande ilusão...talvez hoje o pior fruto que tenha me restado disso tudo, seja justamente esse: lembrar, e pode ser que nossas lembranças mais continuas hoje sejam infantis demais, ambos de nós já passou daquela fase, mas toda aquele tempo faz parte de mim. Sei que fui eu que decidi por isso, não por tudo isso,mas por uma parte e não me arrependo,mas sei também que por isso a consciência dele está tranquila, como se eu tivesse acordado um dia qualquer e tivesse decidido cortar relações com ele, de forma que agora ele se sente o supremo  detentor do direito de não fazer nada a respeito, apenas dizer a uns e outros que eu estou errada por ter feito o que fiz, comparando duas situações diversas como alegação,dormindo tranquilo. Talvez pra ele tenha sido abrupto, pra mim não, foram meses que nem sei quantos vendo tudo mudar, esperando que alguma vez ele me provasse que eu estava errada e esse dia não chegou, nem mesmo hoje, nem mesmo num dia como hoje! Obtive as respostas que procurei, com sua devida pontuação e me parece uma inversão triste dos desejos que tive, se realizando da pior forma no fim.  (17/04/12)


'you told me you loved me
so why did you go...away?'

terça-feira, 17 de abril de 2012

falta tanto e um pouco mais

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Se nem todo consolo do mundo adiantaria e nem mesmo eu me suportaria,com tanta falta,falta alegria! É muita falta, uma angustia imensa, é muito teto sem estrela, estar sempre no limite, um rio nos olhos, o coração vazio, asas quebradas,nada agrada..afasto tudo,me isolo sem querer, quanta falta. Dentro de mim um incomodo, que prossegue, um aperto e nem tristeza é, essa falta... os olhos que escorrem a todo  tempo, eu choro  por fora e por dentro, e dentro não há nada, pelo contrario, falta e não quero você! É o coração cansado, tudo parado, estou sentada na cadeira do tédio, esperando por algo que não chega e nem sei o que é, é tanta coisa que quero,é tanto que não tenho, que falta... E o tempo passando, era noite,agora dia e prossegue a agonia, de não ter nada, não sentir nada, não ter ninguém,não posso voar. Falta amor, falta calor, falta paixão, falta chamego, um cheiro, um beijo,mais cor, bom dia na cama...falta tanto e um pouco mais da vida para que sobre e transborde e não que não me falte mais, nem tampouco a vontade. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

onze da manhã

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Logo quando apertei o botão e enviei a mensagem, depois de alguma hesitação, passei a me sentir pior, todo fim é ruim, mesmo esses que acabam de forma amena e menos pesada. A gente leva as coisas como quem não se importa e apenas se diverte, mas os dias passam com tudo indo bem e dificilmente você consegue se manter à parte daquela convivência e do que vem com ela. A convivência é algo complicado,gera uma dependência que chega camuflada, acostumamos às menores e mais banais características daquela pessoa... e sobretudo,a mais cruel, nos acostumamos a ter alguém da mesma forma com que nos acostumamos com os cômodos da casa em que moramos, em tempo record. E as poucos passamos a nos importar, é inevitável e eu sabia que quanto mais durasse, pior seria pra mim e mais  difícil de sair disso naturalmente, sem uma pontadinha sequer de desejo de permanecer... sem  sequer o desejo nele. Acontecem coisas rins,sempre acontece, mas no todo, foi bom... ate quando me irritava ou brigávamos era de forma  mais leve. Saímos isentos de culpa e ilesos, talvez por já termos caminhado juntos naquela estrada outras vezes, no entanto estávamos caminhando para lugar nenhum, no fundo sabíamos,ambos. E então eu penso bem em encurtar o tempo das coisas e me antecipo a um ponto final as 11h da manha, depois da academia,assim. Entro no banho,na esperança que ele leve a sensação estranha e renove o meu dia em um como outro qualquer,sem nada a ser lembrado! Recebo em resposta algo completamente previsível, e penso: foi melhor mesmo, eu tinha razão! 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Once upon a time...

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Se contos de fadas existisse, eu te diria com certeza,que a nossa história se estaria em algum livro,eu te mostraria,te faria lembrar que um dia nós fomos sim um casal de verdade, em alguma era. E essa seria a explicação pra tudo isso,o que eu conheço de você,o que me lembro, o amor que me preenche por completo vem de muitos anos atrás,vem de uma vida que dividimos,ano apos ano com uma história mais antiga ainda, antes de sermos companheiros verdadeiros,antes de dividirmos uma casa, um quarto, uma cama...antes  de sermos o que somos hoje, tivemos uma história cheia de acertos e declarações,olhares e tudo que tem direito, uma história doce e real,sem interrupções,uma história de livro. E nessa vida que estamos agora,cruzamos o caminho um do outro,caminhos esses que se conhecem tão bem, de seculos quem sabe, caminhos que se pertencem e se tornam um apenas... e essas lembranças do passado, no fundo de nos, foi nos aproximando sem que percebêssemos, nos tornou amigos,parceiros...numa forma de nos fazer dividir nossas vidas um com o outro e nos unir mais uma vez, fez eu me apaixonar por você de novo quando trocamos pela primeira vez aquele olhar que um dia a muito tempo me conquistou também, e  tenho certeza,em todas as outras vidas que eu viver o farei, porque o amor que tenho dentro de mim por você é mais antigo do que eu posso imaginar,mas que em cada gesto se mostra,é lembrado no fundo das recordações do meu coração,que já é seu.Eu te reconheceria com os olhos fechados,porque eu tenho você dentro de mim,vivendo a tempo demais, tenho um você que é metade de mim, feito pra mim desde um início que já não se vê! 


'I will find you...'

terça-feira, 20 de março de 2012

que haja paixão!

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Eu tento ficar numa linha intermediaria,quase que, entre um buraco e outro,sem me aprofundar de verdade em nenhum dos dois,numa busca pelo equilíbrio de não...sentir e obtenho sucesso. Mas é aí,bem aí que sinto uma necessidade faminta de sensações, que me faz voltar a estaca inicial...ele. Sinto falta dos nossos momentos escassos em clima de romance, como casal...não se apaixonar é tedioso,não ter alguém que te faça caminhar pelos caminhos que a paixão te leva,as subidas e decidas de uma montanha russa dentro de nós...é tedioso! Eu sinto falta sim dos olhares intensos que trocamos, tão secretamente nossos, no meio de tudo, uma demonstração tão abstrata e ao mesmo tempo tão particular...ah, uma roda d'água dentro de mim,girando,voraz! Por pior que tenha sido o desfecho, ou talvez, o todo..até hoje,ainda que dessa forma hostil em que nos colocamos, ninguém me faz sentir tão viva quanto ele. Como posso me esforçar para esquece-lo se nesse caminho em retirada que me imponho,não vejo se quer um olhar,nenhum ser que me faça sentir assim,com o sangue correndo por dentro,com o corpo dando um sinal de vida,de funcionamento,de adrenalina. Foram bons os poucos momentos que tivemos,era o ápice de toda a alegria que conheço... me arrancava o ar, fazia sentir o coração bater  em cavalgava, uma felicidade de estufar o peito e hoje me sinto como se fosse uma cidade pacata,adormecida e ele,a chegada do circo efusivo que traz algum tipo de movimentação a tal cidade. Poderia não ser ele,poderia ser qualquer outra coisa,mas não é, é a forma com que ele me faz sentir,  o que eu ando procurando em alguém,ou em alguma coisa longe dele e não tenho achado e assim,vai ficando cansativo,crescendo uma vontade de olhar pra trás, de saborear minuciosamente alguma lembrança antiga,apenas no intuito de sentir nelas aquelas sensações, se sentir iluminar novamente, sentir o coração voar fora do alcance e simplesmente deixar!

segunda-feira, 12 de março de 2012

220v

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Meu dia está em paz, no fim,saio de casa e está tudo normal até o momento que olho pra frente,poderia ter sido qualquer um,mas não...ele. Os traços conhecidos de sempre,sem boné,o jeito de andar,aquelas particularidades dele,tão rapidamente fáceis de serem reconhecidas aos meus olhos, com uma resposta rápida do meu corpo na mesma proporção que o reconheci, a alguns passos na minha frente, vindo já em minha direção, sem tempo pra lembrar de respirar, sem tempo pra discernir aquilo,sem tempo de engolir...meu corpo respondeu sem que eu pudesse disfarçar a carga emocional de me tomou, num choque,choque de 220volts...tudo parou, meus braços de borracha vazia pendiam nem sei onde, não respirei,meu coração deu um solavanco e parou...acho que nem retribui o cumprimento de beijo...no rosto? Não senti nada,estava sem sensibilidade na pele,acho que nem olhei pra ele,nem me mexi, foi tudo um borrão,até mesmo pra minha memória,pra minha cognição, eu não sei o que eu fiz. Nesses segundos seguintes,a respiração retomou como quem estava se afogando, a pulsação acelerada,como se nem meu próprio corpo tivesse tido tempo de assimilar o encontro desnecessário que acabara de acontecer...os braços emborrachados agora era possível sentir, formigando,as mãos trêmulas,soltaram os talheres abruptamente. Incrédula,sustentei o rosto nas mãos com os olhos fechados,tentando voltar a naturalidade,sem conseguir. Ninguém entendia meu estado,a moça na outra mesa me olhava toda hora curiosa, sem saber o que havia por trás daquele encontro e o que havia por dentro de mim,desde a aparição dele, nem a aparência de 'estou bem' consegui manter,ele me pegou completamente desprevenida e aquilo bastou para me transtornar. Cheguei em casa com uma represa por dentro,me perguntando o por que daquilo, parecia uma brincadeira Divina comigo,numa situação tão inesperada,logo naquele dia, logo tão recente...por que? Chorei, lembrando dele logo no momento que o vi,tão cheio de mudanças que desconheço,que não me envolve em nada...e desabei. Não é justo que a vida tente cruzar nossos caminhos agora,ainda mais de forma tão torta, quando tudo que eu preciso é me manter longe pra que isso não seja mais doloroso do que já esta sendo, é um pouco tarde!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ponto e virgula

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Ainda assim é estranho perceber como aquela nossa ligação ficou  no passado, as fotografias de nós espalhadas pelo quarto empoeiradas me encaravam como quem zomba do presente, tão diferente da imagem que um dia foi real, há uma afinidade nela,um companheirismo que já não existe, deixando claro que tudo mudou,o que ficou preso naquelas fotografias já não pertenciam a realidade que envolvia eu e ele,hoje. Eu as tiro da minha visão e  ponho numa caixa escura fechada junto com tantas outras que ainda guardo, troco qualquer foto que tenha ele por alguma outra que guarde o frescor do presente,como ainda é, e num retrospecto rápido eu percebo o quanto foi penoso esse tempo que gostei dele,foi penoso lidar com ele como se eu apenas tivesse uma amor de amigo,foi penoso vê-lo com outras, vê-lo de repente apaixonado ,vê-los juntos quase sempre e não demonstrar nada,conviver com a distância, com o tempo se passando e lidar com as  mudanças que eu não acompanhava, abri mão da nossa amizade,aceitei os novos amigos dele. Aceitei o fato de que agora nós não éramos mais relacionados ao outro como antes,tentei esquecê-lo,tentei ser indiferente,consegui ser,aos tropeços, mesmo quando ele não era e me mantive assim,tentando fugir.  Eu já estava fora da vida dele sem perceber, mas nunca fui de vez, nunca saí por completo disso,mas devia! Eu não precisava estar aqui ainda, pra que as circunstâncias me obrigassem a ver o óbvio e partir. E então aquele novo fato caiu em cima de mim com todo o peso que possuía,eu sentia como se tivesse perdido ele, era como se aquele nosso passado não tivesse tido um desfecho, uma história sem final feliz, sem casal, sem vínculo, sem reticências. Senti culpa,uma perdedora legitima ,devastada... Eu o amei, com todo o coração, o amei de formas diversas e em todas elas com total entrega,mergulhada, inteira,o meu sentimento por ele sempre foi assim. Tive que me ponderar muitas vezes, tentar me lembrar de que eu devia me priorizar e colocar um pouco do meu orgulho antes dele, como ele fez comigo tantas vezes e sempre que o fazia meu coração apertava,mas isso nunca mudou o meu sentimento, quem poderia saber disso mais a fundo do que ele?! Eu abri meu coração pra ele,mostrei a minha vida,meus medos,meus defeitos,o meu passado,minhas lágrimas,desejos,sonhos e mais... me declarei sem querer tantas vezes e até mesmo aqueles que não me conheciam tão profundamente sabiam ao menos,que eu era a pessoa que gostava dele,inevitavelmente.  Mas a moral da história é que de fato, não perdi nada,eu nunca o tive...fiz tudo por isso,pra que algum dia existisse 'nós',dei mais do que recebi, mas nossa história sempre foi cheia de interrupções, estrofes soltas, separadas  por intervalos enormes,momentos avulsos, ponto e vírgula. Mas era eu, eu apenas, que queria a continuação,a estabilidade,uma história concreta...que nunca se consumou. Parei e olhei pra mim,pensei em mim primeiro em mim e depois nele e não me arrependo,porque por mais distantes que estivéssemos, ele sabia que eu estava ali,mas se ele não me escolheu,a culpa não é minha;fim!