sexta-feira, 8 de outubro de 2010

'um dia,um adeus...'

Eles eram duas pessoas que andavam juntos,um casal,e embora a estrada fosse de duas mãos,eles optaram em ir juntos,na mesma direção...e no fim da estrada,que não era fim eles viam,juntos,um monte de coisas que imaginavam e planejavam pra daqui a 5 anos,e mais anos,e mais filhos,e mais casas,e mais planos. Até que um dia eles deixam de ser 'eles',um deles volta e opta ir pelo outro lado da estrada,na direção contraria,avistando outros planos lá no final da estrada que ele segue agora.Enquanto isso os planos continuam no fim daquela estrada esperando um 'eles' que não existe mais. E as estradas nunca mais se cruzam,ponto final

"...não tem mais jeito,acabou,boa sorte
não tenho o que dizer,são só palavras,
e o que eu sinto não mudará..."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tudo por causa do sol

Me disseram que de onde eu estava eu poderia voar,embora eu achasse que fosse um lugar ruim e na verdade era. No entanto,muitas pessoas me garantiram que eu poderia,que deveria tentar porque dali daria pra voar. No fundo eu sabia que de qualquer jeito,de onde eu estava,ficar parado não seria uma boa,porque ali eu tinha a certeza de que iria cair,e me espatifaria em muitas gotinhas,como as coisas que caem de uma bolsa e se espalham pra longe umas das outras e se perdem,e por um relance agora estou imaginando que talvez isso fosse até uma solução,se o baque me fizesse desintegrar completamente... Mas,voltando. Ficar parado ali, era esperar a minha própria destruição,deixar tudo ir se passando,em frações de segundos,sem tentar me agarrar em nada. E eu até que cogitei essa hipótese,de verdade...olhando lá pra baixo tudo tão longe...de repente começava a se aproximar de mim rápido demais,eu tive medo. Tive medo também de tentar voar,acreditando talvez que fosse dar no mesmo partindo de mim,mas ainda assim um raio mínimo de esperança brilhou no céu,e dentro de mim,não sei porque aquilo me fez acreditar que talvez houvesse realmente uma chance de conseguir,e talvez esse raio tenha sido passageiro em mim,mas naquele momento foi o que me fez acreditar em mim mesma. E eu me joguei,minhas asas pareceram fortes,se abriram mais longas do que imaginei que pudesse ser,a sensação era boa,o medo desaparecera...eu me sentia bem,livre e feliz por estar livre. Bem,talvez meu deslumbre me tenha feito perder um pouco o controle da situação,ou talvez a falta de experiência,porque cada voo é um novo voo... algo parecia dar errado começando a ganhar velocidade pra baixo, sem conseguir recuperar a altitude que estive,em me manter no alto,ou pelo menos segura,e tinha muitas nuvens...minhas asas pareciam impotentes diante de qualquer tentativa de voltar a subir,o medo retornou e me tomou completamente,a liberdade agora era desespero por estar sozinha...eu caia,caia...praticamente desistia de tentar,consequentemente desistia de mim,praticamente...Mas as vezes conseguia subir um pouco,me manter por um tempo na mesma altura...e depois tornava a cair,repentinamente então o sol aparece tão bonito no céu limpo e azul,meu raio de esperança,e nada me atrapalha de senti-lo me cobrir por completo,dando uma vontade tão forte de voar e consigo,sem medo,mesmo com os olhos fechados,sentindo a brisa lá de cima em mim constantemente,até faz parecer que eu não me esforço e absolutamente nada me impede,porque o céu ta limpo e porque tem o sol. E ele também estava lá hoje!

ps: De novo a analogia que tanto gosto. É uma arte...pra quem escreve e pra quem consegue entender.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

mero arrependimento...

Como se fosse um pedaço de mim eu entreguei parte que do que ainda tinha dele,relembrei inevitavelmente os dias seguintes do acontecido. E eu nem sei o que dizer...como seria mais difícil pra cair a ficha de que tinha acabado realmente...com as mensagens de que eu estava acostumada a receber do meu namorado,seria mais difícil e eu teria que sofrer vezes a mais do que as que já estava fadada. Não era justo! Eu expus isso,mesmo com toda a dor de ter que nega-lo de novo,pra mim mesma,pra ele...
E como que uma brincadeira de mal gosto eu o vi pouco tempo,pouco tempo demais pra mim...fez meu corpo se cansar por estar andando tão rápido no piloto automático,sem comandar o meu corpo...,por meu coração estar bateendo tão rápido depois tão rápido que eu quase não acreditei que fosse verdade,talvez ele tenha se perguntado a mesma coisa,era quase um delírio?! Mas  então a outra mensagem confirmou, "nosso amor,não morreu precisa de uma chance..."  ahhh Meu Deus... nessa hora meu coração transbordava de alivio,esperança,tristeza,saudade...em paradoxo legitimo de tudo que se passava dentro de mim,e ao mesmo tempo era quase homogenio,eu nem sei. Mas nessas horas,embora você negue,negue tudo. Negue o que você sente de verdade...lá no seu intimo,no interior, o que é maior,o que prevalece por trás de toda a angustia e decepção,mas que nós sabemos,ainda que neguemos,nós sabemos. E ainda assim negando pra nós mesmas,pra um mundo de pessoas,pra ele...ainda assim,se houver um arrependimento...no meio de tudo que está escuro por dentro,parecemos vislumbrar uma luz,um feixe de luz...mínimo que seja,entre um emaranhado enooorme e isso parece importar tanto quanto qualquer outra coisa que possa atrapalhar nossa visão,qualquer coisa que possa parecer quantitativamente maior...Parecemos nos agarrar no que é mais improvável ( e eu tenho uma tendência a isso).
Evidente que houve um arrependimento dele,eu não posso negar,houve. Apenas naquele instante que talvez durou...sei lá,alguns minutos,mas houve.Talvez fosse melhor que nem tivesse havido...um repentino e temporário arrependimento,uma única vez! Isso ainda nos deixava numa distancia bem próxima,se compararmos com o que temos hoje,com o que somos hoje. E é até estranho de lembrar...de repente me passou pela cabeça que talvez ele não me veja da mesma forma,e tenho quase certeza disso-se ainda resta algo que eu conheça nele.- embora eu não tenha feito nada de fato,que o "agredisse" de qualquer maneira como ele possa ter feito comigo...,só digo que talvez ele não tivesse imaginado esse tipo de reação minha,e o tempo o tenha feito se esquecer..sei lá. Mesmo que na minha essência eu seja a mesma pessoa e talvez ele também. Eu sei que ele também sente o clima hostil entre nós hoje... E apesar disso tudo,apesar de incontáveis vezes eu achar que nunca mais irei encontrar a pessoa que conheci de novo nele..apesar disso eu sei que não,que do mesmo jeito que acontece comigo...talvez ainda iremos ver um no outro os mesmos que fomos juntos um dia.Se  houver a oportunidade...

PS: eu sei que pode parecer injusto eu expor as coisas do meu lado,mas não me importo. Porque não posso escrever de algo que não vejo,que é desconhecido pra mim.Eu tiro todas as palavras de mim,e só tem em mim coisas que eu conheço,mesmo que na minha concepção. Já que o outro lado...nunca passou diante dos meus olhos, eu não posso dizer...lamento.

só isso...

As vezes eu queria não precisar dizer nada disso,pra mim mesma,na verdade repetir e mostrar mais uma vez tuudo que se passa aqui dentro,
acredite quem puder,entenda quem quiser entender...eu só peço pra esquecer!

sábado, 2 de outubro de 2010

"é impossivel ser feliz sozinho..."

Por que? O tempo passa eu me sinto sozinha...sinto falta de ter alguém,de ter uma companhia,conversar no telefone,de andar de mãos dadas,de abraçar,olhar nos olhos...Mesmo sabendo quão dificil é encontrar alguém que mereça,alquem que agrade...eu queria e preciso de alguém,mesmo que temporariamente. Alguém que me faça rir,suspirar...Ou se ao menos eu tivesse os meus amigos pra sair no fim de semana e me livrasse de ficar lendo no sabado a noite... ôh vida!
"nas ruas de outono os meus passos vão ficar
e todo o abandono que eu sentia vai passar,
as folhas pelo chão que um dia o vento vai levar
e os olhos só verão que tudo poderá mudar..."

"Por você eu faria isso mil vezes!"

Eu estive o dia inteiro praticamente procurando algo realmente bom pra escrever aqui,e pode ser que isso não interesse as pessoas que lêem o meu blog e não me conhecem bem,mas...de qualquer forma meu objetivo aqui nunca foi esse,eu escrevo por gostar,por me preencher,enfim. Eu nunca escrevi nada sobre ele aqui e acho que em lugar nenhum a não ser o que escrevo diretamente pra ele,o que não significa algum tipo de desprezo pela importância imprecindivel dele na minha vida,na minha formação de carater,por ser um exemplo de homem.
O meu pai é especial,de verdade. E é o melhor. Sei que muitas pessoas falam isso,mas como homem em cada gesto dele eu vejo um carater incomum.Tem os defeitos dele,como qualquer um e comete erros também,muitas vezes não consegue me entender,mas ainda assim embora não goste...eu sei que isso é uma questão que não é culpa dele...ele é pai e mãe ao mesmo tempo e nem semprepode exercer essa portura de mãe de uma maneira legitima. Ele é perfeccionista,as vezes isso é um defeito,mas geralmente não...Tudo que ele faz,é bem feito de verdade. E eu o admiro por isso,por ser leal as convicções dele,por ser humilde e por abrir mão de tanta coisa desejando apenas aumentar o nosso conforto futuramente,muitas vezes as pessoas não entendem os motivos dele,mas e...embora seja dificil,entendo. Eu e meu pai não fomos sempre assim,e acredito que um aprendeu com o outro...a uns anos atrás nós não nos dávamos muito bem,por coisas bobas de adolescente meio rebelde e o jeito dele meio antiquado,sempre querendo me resguardar o máximo que pudesse e eu não aceitava e mentia,menti muuitas vezes pra fazer as coisas do jeito que achava que era certo...por paixonites eu fui contra ele,e menti mais e o via muitas vezes como inimigo,mas no fim dessas historias,depois de muuita cabeçada,de me ferrar por não ouvi-lo acabei percebendo que ele sempre esteve certo.Muitas vezes...eu nem conseguia conversar com ele,nem ele comigo ele não confiavamos um no outro.Sei que o decepcionei com minhas escolhas,que no fundo ele sabia que,por piores que fossem as coisas que ele fizesse, o modo como ele me castigaria...ele sabia que na verdade a unica coisa que ele podia fazer era apenas esperar,até que eu pudesse ver sozinha o que estava fazendo. E eles sempre tem razão e no fim acabamos concordando.
O fato do meu pai estar sozinho nisso,sem a parte materna auxiliando fazia com que tudo se intensificasse,meu pai sempre foi apaixonado pela minha mãe e ainda é,tenho certeza disso.E já tive provas disso inúmeras vezes,e ninguém como eu,uma pessoa que convive tão bem assim com ele pode dizer e até  mesmo acreditar na pessoa frágil que existe dentro daquele homem bravo,de voz grossa...E essas coisas...e não sei bem,mas tenho a impressão de que atinge toda a família,em todas as vezes que vi a saudade incondicional nos olhos do meu pai,inundados de lágrimas que ele tenta esconder...me fazia triste também,a dor dele era minha também,a dor da perda constante,da saudade era transferida pra mim quando o via daquele jeito,claro..da maneira mais discreta possível,e doía ainda mais por eu não poder fazer nada e saber que sempre haveriam momentos assim do mesmo jeito que acontece com todos nós. E com o decorrer do tempo a vida foi nos colocando a prova mais uma vez...e essa,acho que foi fundamental pra mudança dele.A doença que de repente apareceu,rara e sem cura,testou a força dele até a ultima gota e uma pessoa que passa por algo desse tipo sai modificado por dentro e por fora de qualquer maneira,ele chegou ao mais fundo do que o corpo podia chegar,na busca por descobrir enfim o que ele tinha,preso numa cama,temporariamente uma das coisas das quais ele mais se orgulhava foi tirado dele quando ele não podia dirigir,não podia andar,chegou a ficar na UTI,passou por todos os exames possíveis...e então era a minha vez de cuidar dele...o meu pai estava preso também em uma solidão,por ter que ficar deitado sempre sem poder fazer nada,absolutamente nada do que ele gostava...ficou meio depressivo,ele dizia que não,mas nós sabemos que sim,o que na verdade é algo normal numa situação dessa.Ele melhorou e isso fez ele acreditar ainda mais em Deus,e considerado um milagre praticamente que ele esteja com a gente hoje...o fez mais carente e consequentemente mais carinhoso,abriu uma porta de dialogoss que não tínhamos antes,nos  tornou amigos um do outro,e uma família de verdade,mais unida. Trouxe a confiança,diversas vezes eu tinha medo,mas forçava contar coisas a ele que antes eu não contaria,e por passar mais tempo com ele,nos fez mais íntimos.Hoje,esta tudo bem,normal...mas as transformações desse período vai ser sempre intransmissivel,mudou a todos nós.Quantas vezes dei meu melhor e consegui o melhor em nome dele,só por ele...pra não o decepcionar de novo. E enfim, to escrevendo isso hoje,porque tivemos uma conversa seria,que as vezes me causa medo.Mas por outro lado é bom,porque vejo que finalmente ele confia em mim,e que nós somos parceiros.Sobretudo,o motivo por estar escrevendo isso é de me encantar todas as vezes que ele me conta as historias da nossa própria vida e da vida dele,da juventude,e cada conselho que recebo dele,porque eu tenho a certeza que eu tenho um exemplo de sabedoria viva,que é ele...todas as vezes que olho os olhos azuis dele cansados,masi ainda ainda mais brincalhões do que nunca e vejo que é tudo verdade,sinto medo de que o tempo corra demais. É tudo muito mais profundo que eu possa explicar aqui,mesmo que eu tente,ninguém nunca ira imaginar tudo que já se passou,de verdade.
Mario Maia Neto é meu pai,e eu tenho muito orgulho disso! Eu o amo e devo cada passo certo a ele!

Quem pode saber...

Eu sinceramente não sei o que fazer pra isso passar mais rápido...as vezes eu me sinto mais forte e confiante,embora nunca tenha conseguido me livrar disso,nem por um segundo,pelo menos eu podia contar com alguma esperança...Mas tem dias que parece que não tem pra onde fugir e a gente tem que enfrentar isso tudo.Como se passasse o dia inteiro com uma companhia muuuuito indesejada e não pudesse sair,se livrar dela. É como se fosse isso...e sem nada que pudesse tornar aquilo menos pior.Me sinto ainda mais presa nisso tudo e afundada em cada mínima lembrança,de novo. Parece que isso se renova...