segunda-feira, 26 de agosto de 2013

e eu queria que você soubesse...

21 days | via Tumblr



Tem dias que sinto tanta saudade sua, uma saudade que quase me sufoca e hoje foi um desses dias. Conheci sua mãe, ela apareceu na minha frente como uma porta se abrindo pro meu passado com você. Depois de tanto tempo... Parece que ela ainda se lembra de mim, por causa das nossas fotos. Isso me fez querer voltar, despertou em mim, uma nostalgia das fotos que sua mãe falou, as fotos que eu te dei, da nossa época da escola, as coisas que te escrevi. Eu sinto falta de você, do cheiro do seu abraço,das suas roupas, da nossa intimidade, sinto falta de te ver todo dia, de encontrar você a tarde na escola, das nossas conversas fáceis, do duplo sentido nas coisas que falávamos cheio de olhares significantes, daquela coisa indefinida que fomos, daquele amor que me preenchia, de um jeito ou de outro. Cheguei em casa nesse dia com vontade de sentir um pouco de nós dois, de ouvir aquela musica velha que ouvia no intervalo enquanto olhava você jogar, para voltar àqueles momento de novo e me deu até vontade de chorar... Eu queria ter falado tanta coisa com sua mãe, quis tanto te mandar um beijo com teimosia e ignorar o fato de estarmos há mais de um ano brigados...mas hesitei e não falei, e muito mais coisas ficaram por falar, muito mais coisas ficaram no ar na hora que ela foi embora e me deixou ali com tantas suposições que nunca poderei responder, com tudo que não poderei te dizer, nem te perguntar. E eu queria ter a oportunidade de te ver de novo como antes, de terminar a noite com uma daquelas conversas que você se abre e fala um monte de coisas que nunca me contou. Se você algum dia foi mesmo apaixonado por mim, por algum motivo escolheu não me escolher, algum motivo que também deveria lhe render algumas boas suposições quando sua mãe te contasse que nos encontramos. Você não podia decidir isso por nós, não podia decidir isso por mim! Por isso também, você é tão egoísta quanto eu, e  isso explica o por que de estarmos assim.
Eu sinto essa falta no fundo de mim, essa falta que já é parte disso que eu vivo, que eu convivo harmonicamente, mas que sempre vai ser um caminho profundo em direção a alguém que eu já fui, um caminho para encontrar nós dois anos atrás, e eu só queria que você soubesse...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

daydream

Symmetric Base | via Tumblr


Quero essa vida de domingo o ano inteiro. Essa vida que tem cara de final da vida de alguém que já batalhou  bastante e agora usufrui, vida de aposentado novo, que tem um apartamento em Florença, desses sem luxo, com livros e uma escrivaninha em baixo da janela pra escrever sem compromisso sobre tudo a todo tempo, pra falar da beleza e ter a vista da janela como inspiração. Uma vida de apreciar cada esquina, de morar num lugar bonito  por mérito, no frio constante que chega a ser um tanto melancólico e de falar do amor que se lê. Eu vou sair desse lugar, e vou me mudar pra lá de vez, vou morar numa quitinete europeia de tijolinhos, com flores cor de lilás na janela, com uma cama de casal só pra mim e os pregos que eu pregar. Vou pra lá de vez, beber café e vinho o dia todo, pintar tudo de branco, comprar um tapete colorido, grande, só pra mim, vou ter meu canto, sentir frio o ano todo como eu sempre quis.
Porque é o que eu sempre digo: se o lugar é calmo, tem que ser bonito pra eu gostar. Itália querida!

domingo, 30 de junho de 2013

e ontem; e sempre

One Day (2011) Quote (About alone, lonely)


Te escrever algo, depois de um ano sem nenhum contato, foi o mais próximo que já estivemos nesse tempo, embora você não tenha respondido eu sei que leu. Cá estou eu escrevendo sobre isso, pela milésima vez... Acho que minhas palavras se acostumaram a fluir quando o assunto somos eu e você. Isso não é uma recaída, não estou regressando nem nada, justamente o oposto, estou dando continuidade, apenas hoje me sinto inteira o bastante para voltar ao assunto, para dar prosseguimento a essa história. Tanto tempo passou, tanta coisa passou...e eu queria que essa fosse mais uma das nossas reconciliações, queria saber de você, saber quem você é hoje, queria saber se você ainda se lembra daquelas coisas nossas, se sobrou um pouco daquele alguém que eu conheci tantos anos atrás, queria saber como vai a sua vida hoje e te contar da minha. Eu entendo o seu orgulho, eu já o conheço há tempo, mas queria que pudéssemos  passar por cima disso com a leveza que um dia já tivemos, queria que você não tivesse mudado seu caminho por minha causa tantas vezes, pra que nos permitisse simplesmente fazer as pases em silêncio como antes, entre olhares e conversas atravessadas, e sorrisos meio presos como no passado. Pode ser que eu tenha jogado nossa amizade ao vento, eu deixei de lutar por ela e eu era o porto dessa história, você um nômade, chegando e saindo sempre, até que um dia eu entendi que precisava deixar de ser o ponto fixo e ir embora...depois disso nunca mais nos encontramos. E se hoje você achar que é tarde pra uma reconciliação, eu terei que aceitar. Mas essa cidade e todos esses caminhos ainda nos envolve de alguma forma, e pode ser que seja você, 20 anos mais tarde, pagando a conta no restaurante que almoço aos domingos e pode ser que você passe por mim na fila e me encare sem querer, se perguntando se sou mesmo eu essa pessoa, ajustando sua lembrança as diferenças que os anos me proporcionou... e pode ser que, depois de 20 anos você seja tomado por uma nostalgia de muito, muito tempo atrás nesse instante e então me sorria.

"Que nunca nos esqueçamos um do outro se algum dia nos afastarmos...porque qualquer tempo nunca vai ser suficiente pra apagar o carinho que tenho por você! Esse é o motivo de falar tudo isso incessantemente,pra você nunca esquecer,se por algum motivo eu não mais vier a te lembrar que eu te amo. Guarde ai dentro que eu te amei com todo o meu coração um dia e nunca tive tanta certeza! Jamais,jamais duvide disso!"

terça-feira, 14 de maio de 2013

na minha câmera

486313_2591906774953_1728034538_n_large


Certas lembranças nós deixamos de lembrar, propositalmente, deixamos que a poeira do tempo se deposite sobre as nuances do momento guardado, impregnado dentro de nossas mentes, deixamos de lado os detalhes, até que não haja nuance nenhuma, até que não haja o relevo dos olhos se contraindo em sorriso, as cores, os tons... até que seja tudo coberto de tempo, que seja uma lembrança vaga, uniforme e superficial de alguma situação do passado.  E um dia, do nada, no local daquela lembrança, algo estala e um flash da memória  se acende, uma luz forte sobre aquela lembrança empoeirada  nos faz perceber que mesmo toda a poeira não apaga o passado, o flash abre o caminho que leva de volta a vida entalhada na lembrança, e apertamos o zoom dentro de nossas mentes, percebemos que basta apenas um pouco de esforço para que se veja, com clareza, tudo de novo,pra que estejamos mergulhados no que sobrou.  E esta tudo aqui,os relevos dos nós dos dedos, o timbre, a curva dos lábios, o burburinho ao redor, aquela atmosfera se refaz, se ilumina outra vez e apertamos o zoom até o fim. Sentada sozinha, me vejo do outro lado da mesa a sua  frente ouvindo você refletir se vai comer no Mc Donalds ou no Bob's, se decidindo finalmente pelo Bob's... sua voz grave e sóbria novamente me perguntando se alguém mais falou comigo quando você se afastou, continuando a demonstração de ciúme de horas mais cedo. Eu vejo tudo outra vez, os contornos das nossas sombras na mesa, intocado, mas decido por mantê-las no escuro das minhas recordações.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Devaneio de algum dia

Tumblr_mirq7gwhvx1rpdzg6o1_500_large


Sob a água quente do chuveiro encontrarei outro calor, num silêncio confortável de conversa em meio aos gestos, desenhando corações no vapor do blindex, num dia de outono, como esse. Com a chuva escorrendo na janela, enquanto a vida passa despercebida fora do nosso quarto, eu, que nem gosto de chuva... Enquanto corremos do frio pra quentura  que guardam as cobertas, pra entrelaçar nossas pernas pela cama, na normalidade de mais uma noite, nos esparramando de carinho, nós dois sozinhos sendo um. Seremos a imagem de um devaneio e todo resto banalidade, eu, que já nem imaginava...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

don't try!

58065_140403172808260_30490411_n_large


Feche sua boca, guarde suas palavras, as mantenha no fundo do pensamento, tape os ouvidos pra que não haja a inconformação tentadora... Pra aquele amor que não se correspondeu...não há palavra que traduza inconformação,ponto. Nem mesmo a mais dura das palavra se faz coerente ao outro, não há reclamação contumaz que atinja seu objetivo, nem o tapa mais forte que possa causar no outro, intencionalmente, aquilo se sente o ser incapaz de ser amado, não há explicação nem palavras o bastante que descreva a devastadora sensação da decepção de não ser querido, de ter sido enganado por um sentimento saltitante que nem paixão foi. Uma brincadeira, um capricho do outro, um afago na auto estima passageira. Só. Não há nada que dê forma a essa corrosão, que dê forma para que o outro veja, pra que seja tão concreto no outro como é concreto no 'não querido'. Tentar revidar isso, se abrindo profundamente é um caminhar em círculos infinito, um abrir de boca em tentativa (vã) de explicar, de esfregar na cara daquele o dano. Abrir a camisa pra deixar o peito massacrado a mostra é inútil, é como usar um infinidade de linhas e palavras diversas pra explicar sinônimos, exaurir seus argumentos e provas cabais pra falar de algo que aquela pessoa nunca ira entender como você entende, pelo menos não dessa forma. As palavras em si, são inúteis, pobres palavras...que não resolverão nada nesse caso. Entretanto, o desabafo, quem sabe...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quando isso for um "tanto faz"...

482487_483461945034315_642901482_n_large


Não há retorno que se faça voltar, não há lugar de regresso. Essa cidade pequena cerca tantas vidas que não se cruzam mais, como linhas perfeitamente paralelas, infinitas a se fazer pra sempre retas sem nunca mais se encontrarem,ou, se maleando, dando suas voltas em sentidos opostos sem nunca se sobrepujarem. Como que pode?! Ele passa na rua dela e ela nunca está por ali, pra que ele ao menos a veja e pense, ou lembre de algo que lhe sobressalte por dentro, por raiva ou outro sentimento fraco. Como num dia a tarde no shopping, a caminho do cinema enquanto ele ia a caminho da saída por um lado ela chegava antecipada, prestes a quebrar aquela atmosfera confortável e distraída, porém, em seu percurso, qualquer coisa indiferente lhe chamou atenção, os segundos tão pequenos, os poucos metros reduzidos voltavam a se distanciar... e a vida se incumbe de distraí-los de alguma forma, de manter suas linhas estranhamente desencontradas novamente. Mas isso eles não sabem, eles não se vêem, nunca mais se viram e parece uma ilusão que eles moram nessa cidade tão pequena, que pisam nas mesma ruas molhadas, que vão ao mesmo cinema, que compram seus livros nas mesmas livrarias, que vêem o mesmo céu, que a mesma chuva que atrapalha os planos dela, também escorra pela janela do quarto dele. Por vezes algum deles duvida que isso seja verdade, mas é a vida que desenha seus caminhos. E talvez, só talvez, algum dia no futuro, quando nem houver resquício de mágoa, de felicidade, de saudade, quando essa distância for mais um 'tanto faz' em suas vidas, eles se vejam e quem sabe até se falem. Só talvez.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

uma história sem amor.

577801_157874084371431_729173354_n_large


Não tenho mais tempo pra ler romances, meus romances, quem diria. Talvez eu me pareça fria por isso. Não tenho tempo para me desculpar com meus amigos, pra ir fundo dentro de mim buscar aquilo que, de fato, devo lhes dizer. Estou me fechando, to afastando todo mundo de mim, com cada convite que não aceito, com cada desculpa que não peço, estou dando as costas em resposta pro mundo, to me perdendo...será?
Não tenho vontade de recuperar nada, não quero me esforçar por ninguém, tenho outras coisas para me preocupar e ocupar. E com todo esse desleixo, tenho sorte por Deus me dar amigos novos, que ainda não decepcionei, que ainda não partiram. E são amigos? Mal sei se posso confiar, em quem posso confiar?A essa pergunta, prefiro não dar meu lance, não apostar em ninguém. Aliás, não tenho mais fichas, não tenho mais bens para colocar a disposição de uma execução futura, acabei de perder tudo em minha última aposta, que me cobrou o preço de sair do jogo, de fechar a boca... e coração. Pra não pagar com a  minha vida, pra não sujar meu próprio nome finalmente. Blefaram comigo, eu acreditei e perdi. Não tenho tempo pra isso também, tenho que ir no banco, ir lá dizer que eu sou uma das pouquíssimas pessoas que se sabe estar sendo furtada, como se já não fosse insuficiente o pouco que ganho. E isso vai me custar o por do sol de uma sexta-feria, inteirinho. No fim das contas eu só espero que chova, espero que faça frio,que meus problemas não sejam irresolúveis assim, desejo a virtude do silêncio, desejo que sopre um vento gelado pela rua, que é meu único alento capaz de me dar um abraço.
Se eu ao menos fosse pra algum lugar onde ninguém me conheça, eu poderia ser diferente, não ser eu e ser valente pra enfrentar não o mundo, mas apenas meus problemas mais bobos, cara a cara. Eu poderia! Mas, será? E a resposta pra minha própria pergunta é a seguinte: Se me restasse uma última moeda que fosse, eu apostaria que eu seria a mesma covarde que sou numa segunda oportunidade. 
E o amor? Essa não é uma história sobre o amor. É uma história sobre a decepção!